punk's eternal gothic depression

 
             

   
 
 

Sexta-feira, Maio 28, 2004

 
não é segredo que eu não assisto TV. pra falar a verdade, quase a odeio. o problema é que necessito de um aparelho televisor [p&b?] para ver filmes, clips, videos e sei-lá-mais-o-quê [entenda: Jô Soares, telejornal da madrugada, Marília Gabriela e mais um ou outro cartoon].

dia desses [noite dessas],chegando do serviço [após uma esticada no hiper, pra comer um pastel], liguei a TV e tive a sorte de ver mais uma amostra do "contos da meia-noite" [acho que é esse o nome] da TV Cultura. já tinha visto um fazia certo tempo... mas esse me deixou maravilhado.. não apenas pela maestria com a qual Maria Luíza Mendonça atua, narrando o "conto que representa uma fase de Machado de Assis, onde se destaca o humor e a ironia do escritor no seu olhar sobre o mundo".

eis um comentário retirado do site da TV Cultura:
"Idéias de canário mostra-nos, com fino humorismo, os conceitos cosmológicos de um canário. Ora, tais conceitos variam de acordo com o tempo e o espaço. Assim, o mundo pode ser mera loja de Belchior. Volátil, transforma-se num longo e belo jardim. Ao final, genérico e abrangente, tem a forma de um espaço azul e infinito. Ao homem, dado a estudos de ornitologia, só resta o ''piparote'' do autor e o trilar zombeteiro do canário."

e, por mais monstruoso que pareça... com vocês, o maravilhoso texto...

Idéias de canário
Machado de Assis

UM HOMEM dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.

No princípio do mês passado, - disse ele, - indo por uma rua, sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de urna loja de belchior. Nem o estrépito do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.

A loja era escura, atualhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e de pêlo, caixilhos, binóculos, meias casacas, um florete, um cão empalhado, um par de chinelas, luvas, vasos sem nome, dragonas, uma bolsa de veludo, dous cabides, um bodoque, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras cousas mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão.

Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário. A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.

- Quem seria o dono execrável deste bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de níqueis? Ou que mão indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a algum pequeno, que o vendeu para ir jogar uma quiniela?

E o canário, quedando - se em cima do poleiro, trilou isto:
- Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu juízo. Não tive dono execrável, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo...

- Como ? - interrompeu, sem ter tempo de ficar espantado.
Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol?

- Não sei que seja sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto melhor, porque é bonito, mas estou que confundes.

- Perdão, mas tu não vieste para aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está sentado.

- Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo.

Pasmado das respostas, não sabia que mais admirar, se a linguagem, se as idéias. A linguagem, posto me entrasse pelo ouvido como de gente, saía do bicho em trilos engraçados. Olhei em volta de mim, para verificar se estava acordado; a rua era a mesma, a loja era a mesma loja escura, triste e úmida. O canário, movendo a um lado e outro, esperava que eu lhe falasse. Perguntei-lhe então se tinha saudades do espaço azul e infinito...

- Mas, caro homem, trilou o canário, que quer dizer espaço azul e infinito?

- Mas, perdão, que pensas deste mundo? Que cousa é o mundo?

- O mundo - redargüiu o canário com certo ar de professor - o mundo é uma loja de belchior, com uma pequena gaiola de taquara, quadrilonga, pendente de um prego; o canário é senhor da gaiola que habita e da loja que o cerca. Fora daí, tudo é ilusão e mentira.

Nisto acordou o velho, e veio a mim arrastando os pés. Perguntou-me se queria comprar o canário. Indaguei se o adquirira, como o resto dos objetos que vendia, e soube que sim, que o comprara a um barbeiro, acompanhado de uma coleção de navalhas.

- As navalhas estão em muito bom uso, concluiu ele.

- Quero só o canário.

Paguei-lhe o preço, mandei comprar uma gaiola vasta, circular, de madeira e arame, pintada de branco, e ordenei que a pusessem na varanda da minha casa, donde o passarinho podia ver o jardim, o repuxo e um pouco do céu azul.

Era meu intuito fazer um longo estudo do fenômeno, sem dizer nada a ninguém, até poder assombrar o século com a minha extraordinária descoberta. Comecei por alfabeto a língua do canário, por estudar-lhe a estrutura, as relações com a música, os sentimentos estéticos do bicho, as suas idéias e reminiscências. Feita essa análise filológica e psicológica, entrei propriamente na história dos canários, na origem deles, primeiros séculos, geologia e flora das ilhas Canárias, se ele tinha conhecimento da navegação, etc. Conversávamos longas horas, eu escrevendo as notas, ele esperando, saltando, trilando.
Não tendo mais família que dous criados, ordenava-lhes que não me interrompessem, ainda por motivo de alguma carta ou telegrama urgente, ou visita de importância. Sabendo ambos das minhas ocupações científicas, acharam natural a ordem, e não suspeitaram que o canário e eu nos entendíamos.

Não é mister dizer que dormia pouco, acordava duas e três vezes por noite, passeava à toa, sentia-me com febre. Afinal tornava ao trabalho, para reler, acrescentar, emendar. Retifiquei mais de uma observação, - ou por havê-la entendido mal, ou porque ele não a tivesse expressado claramente. A definição do mundo foi uma delas. Três semanas depois da entrada do canário em minha casa, pedi-lhe que me repetisse a definição do mundo.

- O mundo, respondeu ele, é um jardim assaz largo com repuxo no meio, flores e arbustos, alguma grama, ar claro e um pouco de azul por cima; o canário, dono do mundo, habita uma gaiola vasta, branca e circular, donde mira o resto. Tudo o mais é ilusão e mentira.

Também a linguagem sofreu algumas retificações, e certas conclusões, que me tinham parecido simples, vi que eram temerárias. Não podia ainda escrever a memória que havia de mandar ao Museu Nacional, ao Instituto Histórico e às universidades alemãs, não porque faltasse matéria, mas para acumular primeiro todas as observações e ratificá-las. Nos últimos dias, não saía de casa, não respondia a cartas, não quis saber de amigos nem parentes. Todo eu era canário.

De manhã, um dos criados tinha a seu cargo limpar a gaiola e pôr-lhe água e comida. O passarinho não lhe dizia nada, como se soubesse que a esse homem faltava qualquer preparo científico. Também o serviço era o mais sumário do mundo; o criado não era amador de pássaros.

Um sábado amanheci enfermo, a cabeça e a espinha doíam-me. O médico ordenou absoluto repouso; era excesso de estudo, não devia ler nem pensar, não devia saber sequer o que se passava na cidade e no mundo. Assim fiquei cinco dias; no sexto levantei-me, e só então soube que o canário, estando o criado a tratar dele, fugira da gaiola.

O meu primeiro gesto foi para esganar o criado; a indignação sufocou-me, caí na cadeira, sem voz, tonto. O culpado defendeu-se,
jurou que tivera cuidado, o passarinho é que fugira por astuto...

- Mas não o procuraram?

- Procuramos, sim, senhor; a princípio trepou ao telhado, trepei também, ele fugiu, foi para uma árvore, depois escondeu-se não sei onde.

Tenho indagado desde ontem, perguntei aos vizinhos, aos chacareiros, ninguém sabe nada. Padeci muito; felizmente, a fadiga estava passada, e com algumas horas pude sair à varanda e ao jardim. Nem sombra de canário. Indaguei, corri, anunciei, e nada. Tinha já recolhido as notas para compor a memória, ainda que truncada e incompleta, quando me sucedeu visitar um amigo, que ocupa uma das mais belas e grandes chácaras dos arrabaldes. Passeávamos nela antes de jantar, quando ouvi trilar esta pergunta:

- Viva, Sr. Macedo, por onde tem andado que desapareceu?

Era o canário; estava no galho de uma árvore. Imaginem como fiquei, e o que lhe disse. O meu amigo cuidou que eu estivesse doudo; mas que me importavam cuidados de amigos? Falei ao canário com ternura, pedi-lhe que viesse continuar a conversação, naquele nosso mundo composto de um jardim e repuxo, varanda e gaiola branca e circular...

- Que jardim? que repuxo?

- O mundo, meu querido.

- Que mundo? Tu não perdes os maus costumes de professor...
O mundo, concluiu solenemente, é um espaço infinito e azul, com o sol por cima.

Indignado, retorqui-lhe que, se eu lhe desse crédito, o mundo era tudo; até já fora uma loja de belchior...

- De belchior? trilou ele às bandeiras despregadas. Mas há mesmo lojas de belchior?


punk_go - 5:49 PM


Segunda-feira, Maio 24, 2004

 
e o esperado feriado foi assim...


as ânsias persistiram. existem. pessimamente pontuadas... mas é o que acontece. sempre. e ninguém nunca, nunca mesmo, deixou de me escutar... por isso, não reclamo. tenho tanto, tanto a agradecer... e tenho tanto. mas vamos ao final de semana!

sexta-feira: saí do serviço às 12:30h... direto pro shopping, meu novo vício às sextas-feiras. motivo: LOTA! e é mesmo hiper divertido estar lá com aquela galera de tudo quanto é escola. por mais que uma parcela boa seja de gente esnobe, tem muito gente interessante. é bom estar no meio de gente mais real. obviamente isso me contagia [de uma maneira positiva].

íamos assistir [eu e meu meu melhor amigo troy] "o dia depois de amanhã". qual o quê! pra nossa surpresa, passamos tarde toda lá esperando uma sessão que só vai acontecer quinta-feira. péssima sinalização [des]informativa fazia parecer que a estréia era naquele momento ali mesmo... tanto que foi comum ver pessoas chegando lá e perguntando sobre o filme... fiasco...voltamos pra casa [tive de passar na c&a e ver o carão de la bündchen... fez-me parcelar em meu cartão mais uma vez... miserável!]

em casa: assistindo "moulin rouge" [na verdade os extras interessantíssimos - quem curte o filme (ou não entendeu o filme) devia ver esses bônus] pela milhonésima vez : ) ... e veio a noite...

disel... isabelita dos patins... e por mais que ela/e nem tenha feito nada de extraordinário [umas poucas palavras num dialeto quase incompreensível], continua sendo um ícone [sim, não importa se você acha ela cafona, ela É um ícone]... são mais de dez anos de cara pintada... desde uma época em que isso era sinônimo de muita, muita, muita coragem [se hoje em dia alguém tem as caras de sair por ai soltando a franga eheheh agradeçam em boa parte a ela]... tiramos umas fotos com ela : ) foi interessante. divertido.

sábado: acordei relativamente cedo... quando saímos da boate , deixei umas pessoas em casa [mangah, sky_guto, troy] e vim pra casa [maverick dormiu aqui - hey, não tenham idéias - ele é um amigo meu que considero pacas. inteligentíssimo, hiper espontâneo... e ROCKeiro!!!]. acordei por volta de meio-dia.

tarde de sábado...nada a fazer... e quando a noite estava chegando, resolvi ir ao cinema [pra compensar a sessão falha de sexta]. fomos eu, troy e satanachia [com os quais assistir a um filme passa a ser uma experiência sempre singular]. e que filme? "tróia" [teceria criticas... comparando à "Ilíada", aos filmes épicos de cecil b. demille, ao carão de liz taylor em "cleópatra"... perda de tempo. "tróia" é ruim. pergunte-me porque.]

fim de noite: exilados. bem tratados. retorno cedo para casa.

domingo: acordei cedo... roupas pra lavar. roupas pra passar [rotina dominical]. como é comum, visitas. churrasco. mpb. clássicos.

haguen veio pra cá por volta das 14h. ele é meu irmão também. a gente tem se divertido muito. e sido bastante confidentes...e a tarde rolou... e rimos muito, e ouvimos música, e teclamos com nossos amigos na net, e acessamos vários fotolists [tenho um comentário a fazer nos final desse imenso post]. ah, e o troy chegou um pouco depois e nos acompanhou.

noite de domingo. estava combinado com uma galerinha do canal de irmos pro Exilium novamente... música eletrônica e bom ambiente. o fernando também tem sempre sido muito cortês, muito gentil [e ganhamos caipirinhas de cortesia... cool] : ) estavam presentes: clozzy_forever [eu o adoro], emptysky [sempre sempre sempre BACANÉRRIMO], rill/stock [meu desaparecido favorito - quando reaparece, chega a reluzir :p], e meus comparsas/portos seguros troy & haguen! foi muito bom! [o haguen ficou alegrinho e nos fez rir pacas!]

infelizmente, não puderam estar lá well e friend_forever que realmente fizeram falta : (

segunda-feira: acordei me sentindo nos malucos anos 80.. quem há de entender? quis ouvir cyndi lauper, paralamas do sucesso [na fase "vital e sua moto"]... o sol me lembrou aqueles dias de clube [dá-lhe Ferreira Pacheco - e olha que hoje trabalho com o neto do próprio... cruzes!]... me lembrei de quando eu morava no centro da cidade... era muito engraçado.. dormíamos todos aqui de casa num único quarto... o barracão era de três cômodos... foi uma fase pesada... mas divertida... foi bom ter tido uma infância pesada, paupérrima, sofrida mesmo! dou muito valor a tudo que conquisto, a tudo que recebo. e não me apego a coisas materias ["ah, e esse tanto de cd?" perguntam os mesquinhos - se levarem, não morro... comprei do meu suor. suaria novamente - ou não suaria, vá saber].

bom... eis-me aqui... na segunda-feira... nessa tarde tenho muito a fazer.. terminar uns lances, umas paradas do[s] meu[s] mui estressante[s] serviço[s]... sim, como eu disse dia desses, tento dar o melhor de mim. e é complicado. graças a deus essa tentativa de ser competente, por mais desgastante que seja, tem funcionado... e me garantido meus trocados. então, lá vou eu de novo escrever, anotar, corrigir, preparar, planejar, projetar.

notas finais: nesse final de semana eu estive em contato com uma galera hiper legal dos fotolists... acho que pelo fato de que o fotolist não é tão imenso quanto o fotolog, as pessoas acabam visitando os mesmo fotolists e deixando comentários. a gente acompanha a vida um do outro : ) parece aquele lance de vizinhança, de passar na porta e dizer "bom dia" : ) tenho conhecido pessoas interessantes [virtualmente, claro] assim : ) e nunca foi segredo: adoro uma boa vizinhança e suas políticas.

sim... sapecas me agradam. continue assim, bebê :*

punk_go - 12:07 PM


Quarta-feira, Maio 19, 2004

 
ânsias e ansiedades ansiosas


trabalhando feito um cão... uma carga horária absurda, intrasponível... eita, barreira!

e o próximo semestre tem que ser mais tranquilo... para que eu retome meus estudos [sim, algo que me faz falta... algo de que sinto falta]... para que eu tenha mais tempo para mim, não no sentido de "obter coisas pra mim"... mas na forma de me estruturar... me amparar... endo precisando de tanto... e esse tanto, só com tempo... só me fazendo restar tempo...

tivessem os dias muito mais de 24 horas... tivesse eu muito mais combustível e estrutura mecânica pra me sustentar horas a fio... dá-lhe combustível, dá-lhe aditivos...

e que no próximo semestre... sei lá... ando preocupado. que eu me preocupasse menos. com o que as pessoas dizem. e esse tem sido o mês que eu mais disse "insinuações" na minha vida inteira... sinto quase não ter mais em quem confiar... péssimo isso. mas sinto.

não sei mais quando um elogio [ou um comentário, ou um "oi" que seja] me é dito com sinceridade... ou sarcasmo. não sei até onde as pessoas duvidam de mim [dos meus atos, das minhas intenções, que são as melhores, sim]. não sei até onde as coisas e pessoas que eu criei vão me levar pra dentro de um buraco.

drama não é minha especialidade... hmm... e já eu levanto e tomo as rédeas da situação... ou mudo de situação... ou trabalho, seguro grana, e compro novas rédeas pra situação antiga... mas até lá... que chato é não ter mais onde poder encostar... se eu me apoio aqui, ou ali, ou acolá... quem me garante que não vai cair? que as paredes não vão desabar? que eu vou levar outro tombo?

putz...! me lembro de dezembro... de como eu fiquei péssimo... "em quem confiar?"... era horrível pensar que, num surto, até minha mãe estaria planejando contra mim nas minhas costas... e que quando me via, sorria, e dizia "oi, vinicius, tudo bem?" : )

pelo amor de qualquer coisa que te seja sagrada... me diz aí... em quem posso confiar? até onde a minha "inocência" [chamem de "cegueira"] vai me levar?

próximo semestre.
punk_go - 2:06 PM


Segunda-feira, Maio 17, 2004

 
feast on garbage...supposed former junky-food junkie


only happy when it rains
garbage

I'm only happy when it rains
I'm only happy when it's complicated
And though I know you can't appreciate it
I'm only happy when it rains

You know I love it when the news is bad
And why it feels so good to feel so sad
I'm only happy when it rains

I'm only happy when it rains
I feel good when things are going wrong
I only listen to the sad, sad songs
I'm only happy when it rains

I only smile in the dark
My only comfort is the night gone black
I didn't accidentally tell you that
I'm only happy when it rains

You'll get the message by the time I'm through
When I complain about me and you
I'm only happy when it rains

Pour your misery down on me (Pour your misery down)

You can keep me company
As long as you don't care

I'm only happy when it rains
You wanna hear about my new obsession?
I'm riding high upon a deep depression
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)

uma das minhas favoritas do século passado... representa uma época estranhamente real da minha vida... e como tem chovido hoje em dia......
e por que só chove por dentro de mim? por fora esse deserto.. esse solo seco... o sol sorri amarelo...

punk_go - 11:56 AM


Sábado, Maio 15, 2004

 
"...don't change you hair for me... not if you care for me... each day is valentine's day..."


ontem teve disel. foi algo, digamos. dancei. revi pessoas excelentes.

sábado pela manhã, acordei cedo. fui a uma exposição de artes numa escola que trabalho. foi ótimo. muito trabalho legal.. quadros, peças... arte.

saindo da escola, rumando ao mercado central [dona neném é dez], logo atrás do Lyceu, fui testemunha de um assalto bizarro: dois "aba reta" roubaram a bicicleta de um rapaz [seus 16, 17 anos] na maior fita. só na macióta. pirei. pararam o cara, deram uns sopapos no relutante guri, e levaram o ouro. coube ao mancebo a dura tarefa de fugir... uau...

flamboyant... escutei tantos cds que nunca vou ter... pizzicato five, peaches, caetano, eurythimcs, zomba, pj harvey.. tê-los? queria. resta a vontade.

e livros... livros tantos.. deus me livre... li. revistas. li. livros.. li... tudo. deu tanta saudade de estudar... e preciso tanto... e quero tanto... e é tanto trabalho... cinco empregos... renda ridícula... e muita, muita vontade de fazer bem feito, por mais que pareça que eu queira ser [ou me empenhe em ser] um mala... livro.

almocei no gyn xopz [?]... pensei em ver filme no cinema...mais um. deixa pra lá.

home... depressed... troy no meu quarto assistindo clips do Belle and Sebastian... eu aqui na net... tentando algo. mais leitura que me deprima, e não é difícil encontrar... tudo tããããão """"subliminar"""", na casa ao lado, quem diria. deprimente, como era de se esperar...e who cares?

anseio pelas férias... poderei levar dias mais... ou dias... menos... dias. que sejam.

punk_go - 5:11 PM


Domingo, Maio 09, 2004

 
fatos que me entristeceram [pra fazer jus ao nome desse blog].. a.k.a. "o sumo da semana"


- abrir a caixa de correios e ver que só chegaram contas e anúncios;
- receber elogios quando eu sei que na verdade quem está elogiando queria mesmo era estar me xingando, ou me matando;
- sair sozinho na esperança de "espairecer" e somente aumentar minha confusão em relação a todas as coisas que eu penso, sinto e prentendo [ou não] fazer;
- insistir em situações do tipo "auto-flagelação" por mais que elas nunca tenham tido algum efeito positivo;
- voltar pra casa pensando como fui idiota em baixar a cabeça e fazendo de conta que não fiquei triste com essa ou aquela atitude de certa pessoa;
- tentar fazer com que certas pessoas enxergassem que não fiz isso ou aquilo por maldade e interesse. aliás, pior ainda, fazer essas mesmas pessoas perceberem que não ajo por maldade ou interesse;
- esforçar-me no intuito de fazer algo bom, desdenhando reconhecimento... e me ferrar. e me ferrar;
- ter de beber o copo cheio de sarcasmo espinhoso que me oferecem em troca do meu tempo, meus trocados, companhia e sei-lá-mais-o-quê alguém vê como motivo pra me ter por perto.

p.s.: thanks Satanachia por me lembrar de "a.k.a.".

and thus... eternal gothic depression

Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

punk_go - 10:06 PM


Quarta-feira, Maio 05, 2004

 
"...bang, bang... they're trying to shoot me down..."


as coisas vão indo. trabalhando muito, como sempre. tudo muito na mesma direção... é certo mas cansa.

ah, tenho conhecido novas pessoas, claro que isso sempre é bom... novas idéias pra trocar, outros pontos de vista.

precisando fazer coisas diferentes, porém. pensei organizar IRContro, mas nem animei. toma tempo, mesmo apesar do prazer em organizar, o lance todo da diversão... fica pra depois.

os dias livres têm sido de cinema e poucos amigos aparecendo. os amigos aparecem, ainda [foi intencional a pausa].

o final de semana, pela primeira vez em meses, terá um prenúncio pesado. eis que me vejo em julgamento. qual será o veredicto? sobreviverei? sucumbirei? conseguirei o que anseio, preciso e quero tanto [sem contradição de termos]? cruzem os dedos, as pernas, sua úvula com a do seu partner. dando certo, churrascada com direito à cerveja e tudo mais.

querem saber? nesse sábado espero poder estar outra pessoa. com outra vida. outra vida nova. essa não me cabe mais. mesmo estando boa : ) e a necessidade de mudar? onde fica?

fuiez :p

punk_go - 12:49 PM


Sábado, Maio 01, 2004

 
"...eu vou contando as horas... quem sabe o fim da história?
...eu dou plantão dos meus problemas que eu quero esquecer..."


final de semana na calmaria... ontem teve filme... hj deve ter mais... e, fechando a noite, uma festinha de aniversário bem tranquila... nada de excessos, nada de exageros... e que o domingo venha assim também. é maio.

lembro de dez atrás. que fase era aquela? no ano que atribuo como "o melhor da minha vida" até hoje... 1994. eu bem lembro.

e que eu consiga, nesse ano agora, mais uma vez um melhor ano... as coisas seriam tão cíclicas assim? """INTERESSANTE"""... temo. e o que me aguarda em junho, então? temo. : ) expectante.

 

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